O Sagrado Feminino e o Sagrado Masculino



Somos seres espirituais  vivendo uma experiência na matéria, portanto, antes de falar do sagrado, do feminino e do masculino, vamos dar uma rápida visão de como funciona a nossa vida nesta dimensão e  compreender algumas questões. Por exemplo, como chegamos até aqui?


“Viemos de uma matriz de luz”, da Fonte Suprema e Divina, e descemos na matéria para aprender  com as experiências e assim prosseguir nossa evolução rumo a Maestria. Saímos da Fonte para nos conhecermos, e experimentarmos o Amor! Portanto, viemos puros para a experiência!


Imagine que descemos uma escada para chegar aqui, e vamos fazendo paradas em cada degrau.

Em  cada degrau ou dimensão que  o espírito chega, é acrescentado a ele capacidade criativa, através de um sistema de especializações,  até que ele atinja a dimensão física. Neste ponto ele está pronto para a experiência de uma especialização mais complexa ainda: a tomada de substância física do planeta de um modo altamente detalhado,  que servirá para focalizar e ensinar o autodomínio em pequenas doses.


Vamos adentrando nas dimensões mais densas, até o nascimento na matéria física, como inteligência ou consciência,  uma centelha fora da Fonte ou do Sol Central.  Adquirimos revestimentos, que representam a redução de voltagem nas “estações transformadoras” ou dimensões, bem como os veículos de expressão fornecidos para cada uma das modalidades de vida, que são os corpos sutis.


Em cada uma dessas paradas,  deixamos um aspecto , ou seja, temos um aspecto nosso na sétima dimensão, que seria nosso Eu superior,  outro aspecto na sexta dimensão, na quinta, na quarta até a manifestação na matéria.


Viemos a esse mundo de livre-arbítrio, onde tudo é dual, ou seja: temos um corpo físico e um corpo espiritual. Temos o dia e a noite,  o belo e o feio, temos aquilo que consideramos como bom ou como mau. Enfim, é um mundo de polaridades. E, quando entramos nessa experiência, escolhemos também  uma polaridade para nos expressar, como masculino ou feminino, embora em essência, e em níveis elevados, não exista a dualidade: somos andróginos.


Através da meditação e de métodos de conscientização fornecidos pelas diferentes terapias holísticas, nos tornamos cada vez mais “aquilo  que realmente já somos”.  Estamos aprendendo a recuperar as habilidades interdimensionais.


A polaridade masculina é positiva e ativa e a polaridade feminina, negativa – não como ruim, mas como  passiva. Entramos nessa existência como homem ou mulher, e a experimentamos num mundo de comparações, sensações, outras percepções  e de escolhas e julgamentos. Habituamo-nos a rotular e a nos dividir. E esse aprendizado todo nos levará a uma conclusão: de que somos todos um,  e estamos sendo  conduzidos para a experiência da Unidade. Os seres que estão despertando começam a perceber esse aspecto nunca antes vivido e imaginado.

AS POLARIDADES EXISTEM APENAS EM RELAÇÃO À SUBSTÂNCIA  PLANETÁRIA OU MATÉRIA, E NÃO NOS NÍVEIS MAIS ELEVADOS DE CONSCIÊNCIA.


Então vamos iniciar falando  do feminino e do masculino apenas.


Antes de nascermos, escolhemos uma manifestação, ou seja, se escolhi nascer no corpo feminino: isso quer dizer que estou predominantemente feminina, na polaridade mais passiva, porém o masculino encontra-se dentro de mim. E vice-versa.  Então, podemos dizer que “Estou  como mulher” ou ”Estou como homem”.


O símbolo do yin yang mostra exatamente essa questão, essas duas polaridades, em equilíbrio:  o preto contém o ponto branco e o branco contém o ponto preto.


O  masculino de manifestação, que é força, ação e realização, quando muito polarizado, ele torna-se um homem machão, rude, mais duro e autoritário. Por outro lado, o feminino com as qualidades de discernimento, adaptação e basicamente o mundo interno, quando muito polarizado, torna-se mulher Amélia, passiva demais , sem expressão, sem vontade e sem realização. Então, ambas as polaridades, quando estão em seus extremos, expressam-se sem equilíbrio; falta o caminho do meio, falta o complemento.


A experiência e a observação aqui no mundo material,  nos mostra que, quando estamos em uma polaridade, tendemos a excluir a outra, porque temos uma visão muito unilateral da questão. Isso em todas as questões do cotidiano.


No Ocidente, na busca pelo equilíbrio, vemos a  mulher moderna fazendo esse resgate em vários setores da sociedade, porém com a tendência de masculinizar-se demais, competindo com o homem, em movimentos feministas às vezes exagerados. Muito natural, porque a tendência é ir ao extremo oposto complementar,  para depois equilibrar.


Já o lado masculino, quando  polarizado, muito extremista e dominador, precisa buscar seu equilíbrio como expressão, e um resgate do que é o verdadeiro masculino: proteger e amparar o feminino, usando da sua força e sabedoria proveniente de seus níveis internos e profundos, ou superiores. Então, homens equilibrados se tornarão seres mais doces, mais gentis, e viverão em equilíbrio com sua companheira, porque terão alcançado o equilíbrio interno.


Ambos precisam aprender a serem completos em si mesmos, buscar antes o equilíbrio interno, aprendendo a gostar de sua própria companhia. E só então, os relacionamentos serão harmônicos e se complementarão.


Então, agora, na compreensão do equilíbrio, podemos falar do Sagrado.


Algumas pessoas estão se  aproximando do Sagrado Feminino e Sagrado  Masculino, principalmente alguns Trabalhadores da Luz; e aqui entra uma outra questão: para se chegar ao Sagrado é preciso a superação do ego, do deixar cair as máscaras, para que a essência – que é Sagrada, se manifeste. Quanto menos ego, maior a manifestação do Sagrado em nós, porque sem as máscaras,nosso brilho interno pode se  manifestar, sem obstáculos. E o sagrado é a sabedoria, a perfeição e a compreensão profunda, durante o aprendizado como cocriadores.  Ao trabalhar com o sagrado feminino ou masculino, aprendemos que nós somos a manifestação Divina dentro da matéria.


Bem, são questões  individuais, e é um conjunto de decisões, de percepções e de escolhas internas. E cada um no seu tempo.


Como acessamos o sagrado e todos os seus aspectos criativos? Iniciamos esse trabalho de várias maneiras, e esta questão está sendo exposta assim porque muitos estão sentindo, intuindo e experimentando o mundo interno e, naturalmente, as ocorrências externas de algo que é muito desconhecido da maioria da humanidade.


Podemos fazer isso de várias maneiras:

– A meditação vai sintonizar e promover o alinhamento interno, uma verticalização, que é a sintonia com seu Eu Superior. Aconselho também a atenção voltada para o estudo ou conhecimento, e o autoconhecimento. 

– Alguns minutos de Silêncio, se possível, diariamente.

– Para quem nunca meditou, aconselho começar com orações, por que irão ajudar a disciplinar os corpos inferiores, como o emocional, mental e físico,  dando abertura para a intuição começar a fluir. Como opção, você pode também praticar yoga, Tai Chi  Chuan ou alguma outra atividade física que promova esse controle dos corpos.

– A questão “O QUE SOU?” deve estar sempre na sua mente.

Então com a manifestação do Sagrado Feminino e  Masculino no planeta, o equilíbrio, se dará principalmente na natureza e na vida do ser em geral, abrindo espaço para a criatividade e para experiências ainda inimagináveis.


Enfim, não podemos engrandecer o feminino sufocando o masculino. E, para o homem, ele não pode negligenciar ou matar seu lado feminino, porque está dentro dele e é a sua expressão mais sábia.


O feminino é a energia da gestação,  do cuidar, da adaptação, do acarinhar, do acolhimento  e aconselhamento. O feminino é o útero, a geração da nova vida, em todos os sentidos. E o masculino  fecunda o feminino – não só no físico, mas vai trazer a ideia, sua força , sua proteção e realização, guiado pela sua sabedoria.


Recentemente, Pamela Kribbe canalizou uma mensagem de Jeshua, onde ele enfatiza que:

“Somos os portadores de um comando sagrado: espalhar, aqui na Terra, a luz do Céu e o sentimento de amor do Lar. Em primeiro lugar, para si mesmos, de modo a aliviar sua carga interna através do Amor, da ternura e humildade para consigo mesmos. Peço a cada um de vocês que se curve intimamente para si mesmo, de modo a dar forma, aqui, à luz da sua alma. 

Você consegue fazer isso? Consegue juntar suas mãos diante do seu próprio coração, na conhecida saudação oriental,  Namastê, e curvar-se para si mesmo? E porque lhe peço isto? Por que você não se curva para si mesmo com frequência ou por vontade própria.

Curvar-se para si mesmo significa aceitar-se completamente como você é agora – sendo você mesmo totalmente e desapegando-se de tudo o mais, com uma suave expiração. Ser completo no momento é a verdadeira humildade, mas isto não é tudo.

Nessa humildade, na ação de curvar-se a si mesmo, reside a confiança de que existe um ser-semente perfeito dentro de você, que não deseja nada além de se abrir, florescer e crescer. O que alimenta esse ser-semente? O que o faz abrir-se em flor e se desenvolver? 

O que mais o alimenta são: a sua atenção silenciosa, seu apreço e carinho.”


Luz e Paz sempre! Namastê!


Suely Navilli Zeni

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