De todos os instrumentos de cura sonora, a voz é a mais poderosa



Antes do ser humano desenvolver a fala... mas muito antes... ele cantou primeiro. Tanto é que o

rastro biológico está no cérebro; são áreas diferentes, inclusive hemisférios diferentes os responsáveis pela fala e pelo canto. É por isso que uma pessoa gaga, ao cantar, não gagueja. Cantamos com o lado direito do cérebro, o lado criativo, intuitivo, curandeiro, yin.


Somos seres cantantes antes de tudo!

Uma mãe que cantarola melodias com o filho enrolado no colo... Ambos, ela e ele liberam

oxitocina, o hormônio do amor, de vinculação (bounding). Incrível não? Quer se preparar para

o parto natural? Entre numa aula de canto já!


Por toda sua jornada de vida até agora, como tem sido sua relação com a voz? Ainda esconde

ela? Tenta rir baixinho? Acha que as pessoas não te escutam? Não te levam a sério? Sua voz é

isso, ou aquilo outro?


Criança grita, solta grunhidos, barulhos, canta, assobia, ri alto, estridente, sem filtros, chora

melodramaticamente, sem vergonha.


Se não houve, ESCUTA na primeira infância... Se quando você falava era repreendido para ficar

“QUIETO”, “ENGOLIR O CHORO”... Criança comportada não “GRITA”. Então, tá aí! O que dizer

do cantar então? Qualquer iniciativa que deplore essa livre iniciativa da Alma na criança é um

atentado à Vida.


Ao fazê-lo estará aleijando a expressão! O criativo, o curador. Sabe por que? Porque todas as

curas tribais são feitas na voz por meio dos cantos medicinas. Porque é nesse chakra

(vishuddha) que nos EXPRESSAMOS. E é por aí que a Alma irá trazer sua VERDADE. A criatividade para se manifestar.


Já parou para pensar que ao dizer que não gosta da sua voz, no fundo, continua negando sua

natureza, você continua não gostando de quem você é. Isso é um termômetro da sua auto-

estima.


Ao bloquear-se no seu instrumento de poder por natureza, a vida fica impedida de agir por

você, tudo suspenso e latente, esperando o grito derradeiro de alforria, do sufocamento, dos

grilhões que lhe puseram nas suas cordas vocais. O grito do renascimento, do animal cativo,

do pássaro em voo livre.


A mulher, então, nem se fala... delas, foi extirpado o direito à voz ativa. Claro, tiro-lhe a voz e

torna-te mansa e manipulável. Tiro-lhe seu poder criativo, e sua alma será minha. Não deixa

ela mostrar os dentes, a raiva. Amordaça ela e cala a revolta! Cala essa negra, cala essa índia,

não deixem elas invocarem os espíritos dos guerreiros. Cala esse gozo! Cale a mãe, o filho e o

espírito, e o criador se retira. Cala, enfim, o Amor e podemos explorar sem culpa.


Tenho recebido muitas pessoas com problemas físicos na região da garganta e também

questões psico-emocionais bloqueadoras.


Se você está no caminho da autocura e do autoconhecimento, então, antes de mais nada, dê

uma bela e sincera examinada (meditada) na relação de vocês com a voz.


No espaço ELEVA trabalhamos para dissolver e ressignificar a voz a fim de integrá-la

novamente na caixinha de ferramentas da Alma.


“No princípio era o Verbo. E o Verbo se fez.”


Desbloqueie seu poder pessoal, sua verdade e expressão. Cante sua vida a plenos pulmões!

Quem canta os males espanta…

(terminando com esse chavão maravilhoso)


Marcelo Mauricio dos Santos

Terapeuta Sonoro – Espaço Om

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