A Verdade de Cada Um



Uma verdade é uma só, sempre, mas podem existir muitas interpretações de um mesmo fato ou acontecimento; tudo depende do filtro interno - ou percepção, e do ângulo de abordagem da questão.


Imagine uma estátua de Buda no centro de uma mesa redonda, e algumas pessoas sentadas ao redor. Então, algumas pessoas observam a estátua de frente, outras a lateral e outras ainda só podem ver as costas. Imagine agora que o significado da estátua seja desconhecido de todos, e nenhum dos observadores tem a menor ideia de qual é a identidade da estátua: Buda.


Cada observador dará uma interpretação diferente do objeto, verá um aspecto diferente das pessoas nas outras posições, porém todos estarão certos naquilo que estão vendo. Relativamente certos... Assim são todas as nossas questões na vida; incorporamos como verdade única nossas crenças e conceitos familiares, filosóficos e culturais. E entramos com nossos julgamentos, e nos dividimos entre certo e errado.


Antes de darmos um veredito da situação, é aconselhável darmos uma “volta ao redor da estátua do Buda” para poder olhar as questões de todos os ângulos; olhar para um relacionamento visto “com os olhos” do outro: a dor do outro, a insegurança, ou a carência alheia. Tentar fazer um apanhado geral, incluindo nossa limitada percepção.


Antes de opinar, é sábio parar, silenciar e observar; internalizar para, no silêncio, captar as diferentes opiniões e reações que levem a uma compreensão melhor. Mesmo assim, por mais observações e análises, a verdade está oculta. Buda foi um ser iluminado, que conseguiu ajudar a humanidade com seus ensinamentos e amor. O significado oculto que ninguém percebeu, e que está dentro de cada ser humano: a centelha divina, o sagrado e o amor, debaixo da “casca” de cada ser.


Somos como androides, andando na rua com suas programações de médicos, de empresários, de administradores, mas sem brilho no olhar e alegria. Precisamos deixar a casca externa se dissolver e deixar a energia da compreensão e da compaixão aflorar.


Como deixar de ser um androide? Somente através da meditação você pode chegar ao seu núcleo interno e sagrado, para depois sair aos poucos da programação autoimposta. Experimente, através da meditação, silenciar e ir em busca de seus verdadeiros sentimentos. Aprenda a olhar para uma questão de todos os ângulos antes de tomar decisões precipitadas e perceberá que sua vida pode ficar mais leve, colorida e com mais sabedoria.


Luz e paz sempre!


Namastê!

Suely Navilli Zeni

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